Saudades de quando restart era só um botão de vídeo game, colírio era remédio para os olhos, cine era abreviatura de "cinema", chapinha e brincos era coisa de menina, calça colorida era só do tiririca e Justin Bieber apenas um espermatozóide.
De quando eu podia ficar por horas brincando na porta de casa sem medo de “balas perdidas”, garotas de 12 e 13 anos ainda brincavam de ser mãe de bonecas e não de bebês de verdade, do tempo onde as músicas precisavam fazer sentido e levar o ouvinte a reflexão, do respeito que os jovens tinham com os seus pais lhe bastava uma simples olhadinha e eles se comportavam, onde o casamento era para toda a vida, pique – esconde, pega – pega, cirandas, eram as nossas maiores diversões. Para namorar era preciso se gostar, beijo na boca significava namoro e não pegação ou ficar.
A praticidade e a evolução às vezes custam caro, não consigo me encaixar em alguns fatos atuais e talvez você também não. Não consigo entender como as pessoas tornaram-se seres sem criatividade e vivem copiando umas das outras, quando a modinha conseguiu dominar o mundo e fazer da maioria da população fiéis seguidores desta.
Muitos acham o máximo sair por aí parecendo o centro das atenções com seus moicanos de “1 m de altura”, calças coloridas, garotos afemininados, meninas masculinizadas.
E os que não seguem essa modinha ridícula são chamados de caretas, apagados. Pois eu tenho dito, prefiro ser careta, apagada a sair por aí com uma calça laranja, com brincos por todos os cantos, entrar numa banda supostamente citada como banda de rock sendo que não tenho nenhum talento para o ramo.
E sinceramente, você não precisa sair por aí vestido da cabeça aos pés de cores diferentes e nem entrar em uma banda ridícula que não canta e que diz que são roqueiros, para mostrar que tem atitude. Seja você mesmo, é disso que o mundo precisa e não de um monte de pessoas vestidas igualmente e com idéias formadas aparti de pensamentos alheios. Pense por você mesmo, ouse, eleve-se, flua a sua criatividade.
Que época feia a gente tá vivendo. Os adolescentes estão cada vez mais manipulados pela mídia que lhes apresenta merdas para serem consumidas e elevadas ao nível de adoração. E pela conhecida necessidade de se enturmar, própria da idade, as devoções vão sendo generalizadas.. E mais, esses fãs vão se tornando xiitas, intolerantes a qualquer crítica contra seu modo de vida ou objeto de idolatria, seja ele Justin Bieber ou Restart ou sei lá quem..
ResponderExcluirSerão esses adolescentes os futuros profissionais que terão a responsabilidade de elevar ou manter o Brasil como uma potência mundial e desenvolvida?
Que geração é essa?